Entra e sente o perfume
das minhas flores...
Obrigada pela companhia e carinho.

Se puderes, envia-me as tuas pétalas e
moldarei novo canteiro neste jardim.

Podes publicar o que quiseres mas referencia este blog ou a sua autora - A_Medusa.

Há imagens que desconheço o autor. Se fores o seu autor avisa-me.
Faço parte do «Planeta Açores».

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
Deusa...da mitologia, de Armando Sousa

Ho deuses antigos, dos nossos antepassados
Vinde com vosso amor nos levantando desta miséria

Sejais deuses como Afrodite de elogios rasgados

Mesmo sendo amor e deusa do ser humano

Nascida da espuma do sexo atirado ao mar; era séria

Todos os olhos a contemplavam; era bendita

Sua pele macia como penas lustrosas do cisne

Seu corrupio era um regalo de doce prazer; mulher dita

Nos braços humanos do amor; deusa sublime.

Zeus, louco, só Afrodite podia ver e amar

Ela era o sublime de beleza entre o céu e a terra

Apolo, seus olhos cheios de amor a comia com o olhar

Coisa mais bela...mulher, magia... deusa era

Era satisfação do amor; espuma a te abraçar

Quem eras tu Afrodite?... eras palpável, ou cor da visão?

Eras historia escrita, ficas-te para contar

Eras a forca, o impulso que vives em todo coração

Eras de espuma, que ainda hoje o humano quer nadar

Eras deusa do amor e do sonhar

Por ti Afrodite estou mentindo

E voz amigos, embebidos a escutar

 

Por Armando Sousa

Toronto Canada



floreado por A_Medusa às 02:20
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
Um poema da Isa - VOZ

 

 

VOZ

 

 

A voz teve força

para caminhar

e nas veredas da escrita

deixou o eco no coração.

a alma chorou

o corpo sangrou

e a esperança ressurgiu

na beleza de palavras.

perdida em mim

em sombras

caminhante na vida

Estrela cadente.

uma rosa

um poema

alento ternurento

lágrimas de emoção

estendi a mão.

Almas num entrelaçar.

todos os versos

chamam pelo teu rosto...

 

Isa

 




Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Uma oferta para os Açores

O GRITO DA TERRA

Do fundo das águas,
Do abismo dos mares,
Em ânsia de vida
Ao mundo surgi.
Dei gritos guerreiros,
Suspiros, clamores,
À força do braço,
Prá fora m´ergui!
        Pintei nova aurora
        Em verde esperança
        E como criança,
        Mostrei o meu chão...
        Com duras pedreiras
        Com gramas macias,
        Com longas madeiras
        Fiz meu coração.
Fiz mansos regatos
E lagos profundo.
E de outros mundos,
Canais construi!
Com tenras palmeiras
Matizes de flores,
De frutos, sabores,
Meu dorso cobri!
        Abri os meus braços
        Chamei o tu nome
        E como um homem,
        Chorei de emoção
        Ao ver-te nas águas
        Abrindo caminho,
        A espera d´um ninho,
        De paz e canção.
Ouvi teus cantares
No Pico, Faial,
Graciosa, Terceira,
Bailando folia!
C´oa Flores, São Jorge,
A lânguida Corvo,
A chã São Miguel
E a Santa Maria...
        E lá do Alentejo,
        Do Algarves divino
        Da bela Lisboa,
        Vieste altaneiro...
        Qual povo brioso,
        Que teve orgulhoso,
        O mar por parceiro.
Cobriste meu manto
De novos sabores,
De sons, de amores,
De um novo existir...
E assim no acalanto,
Cobri o teu pranto
Com vida, perfumes
De fausto porvir...
        E tu esquecestes
        Teus passos passados
        E de novos brados
        Pulsaram teus brios...
        Que lindo deixastes
        Meu corpo esguio...
        Meus tufos de fumo,
        Meus campos, meus rios...
Lotastes minha terra.
Crescestes fartura,
Com olhos ardendo
De sonhos... de amor...
Gracioso me destes
No canto agreste
Um hino fecundo
De risos... de dor!
        Teu milho, teu trigo,
        Tua verde hortaliça
        Tua casa, paliças,
        Não vieram de mim...
        Então eu mais bela
        Nas tuas festanças,
        Bailava tuas danças
        Em rufo e clarim...
Cercando carinhos,
Até nos meus picos,
Brilhantes ponteiros,
Subindo as alturas...
Com longos caminhos,
Tu me pintastes...
Com luzes e pompas,
Amores, alvuras...
        Riscastes meu mapa
        Ouvindo os cantores
        Cantando o meu nome
        Pedindo assim:
        “Oh! Ventos marinhos,
        Oh! Aves e peixes,
        Esquecer, nunca deixes,
        Pois parte és de mim!
E ao nauta esquecido
Das lutas inglórias,
Com novas canções
Minha vida ornai!
A todos os sensores,
Que ora passais...
Ouvidos atentos
Meu canto escutai:
        “Escute da terra.
        De Sonhos.. Lembranças
        O HINO DE GUERRA
        Aonde tu fores!
Senhores... Senhoras...
Crianças... Pastores...
EU SOU O INFINITO...
EU SOU OS AÇORES!


Fernandes, General Câmara, RS. Brasil



floreado por A_Medusa às 20:31
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Sábado, 19 de Abril de 2008
A Mulher


Imagem encontrada aqui



Segunda-feira, 14 de Abril de 2008
Dou um mote meu pela glosa tua

Dou um mote meu pela glosa tua.
Cada verso teu será obra nua,
Que se dá ao sol e nunca arrefeça.
O trote de ti nunca desfaleça.

Mote

Numa carta imaculada (a1)

Vão todos os beijos meus. (b1)
No quente da madrugada (a2)

Quero receber os teus. (b2)

Glosa (*)

(*) Sextilha cuja rima seja à sétima sílaba e com a seguinte disposição:


a

a

a1

b

b

Numa carta imaculada (a1)


c
c
b1
d
d
Vão todos os beijos meus (b1)

e
e
a2
f
f

No quente da madrugada (a2)

g
g
b2
h
h
Quero receber os teus. (b2)



floreado por A_Medusa às 16:37
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Ao acaso...


Tears can’t smile
For a while
And I see
Tears drop so
And never go
Still stay on me.
Bring me a smile
For a while
Just in case.


Lágrimas não sorriem
Num instante
E eu vejo
Lágrimas gigantes
E não seguem
Ficam em mim.
Dá-me um sorriso
Num instante
Ao acaso...



Poemas de Bocage

Sobre estas duras, cavernosas fragas,
Que o marinho furor vai carcomendo,
Me estão negras paixões n'alma fervendo
Como fervem no pego as crespas vagas;

Razão feroz, o coração me indagas.
De meus erros a sombra esclarecendo,
E vás nele (ai de mim!) palpando, e vendo
De agudas ânsias venenosas chagas.

Cego a meus males, surdo a teu reclamo,
Mil objectos de horror co'a ideia eu corro,
Solto gemidos, lágrimas derramo.

Razão, de que me serve o teu socorro?
Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;
Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.

De Bocage



floreado por A_Medusa às 00:18
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Sábado, 29 de Março de 2008
E então...

Há sempre alguém que se alegra
Quando outro alguém entristece;
Há sempre alguém que se alegra
Há sempre alguém que padece.

Hoje meu, amanhã teu!
Diz o povo com razão.
Hoje quem entristeceu
Alegre-se comigo então.



A_Medusa




Domingo, 23 de Março de 2008
Novo dia
Depois das trevas vem a alegria de se estar vivos. É bom amanhecer com o sol da Vida.

Mas há ocasiões que se perde um pouco o rumo do caminho da Vida.

É tempo de ser esperança. É tempo de comunicar. É tempo de abrir horizontes de Luz.

Bom Dia Esperança!


floreado por A_Medusa às 23:50
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Sábado, 22 de Março de 2008
No 2º aniversário do Jardim da Medusa...
... uma oferta da Isa junto com o seu poema:



Felicidade
 
 
A felicidade me invade...
Saboreio pequenas alegrias,
Num arco-íris de amizade.
Passeamos em harmonia
De mãos dadas à beira mar.
O ar salgado
O sol avermelhado
Pensamentos imaculados
Âmago da alma,
Chama do coração.
Uma simbiose de sentires!
Só tu e eu…um outro mundo
Sem as amarras do medo!
Sorrisos sentidos
Sentimentos partilhados.
O tempo caminha
A fantasia vive
Neste ideal sem fronteiras.

Isa




********** Obrigada pela visita e comentário**********

medusadinha
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Hino à Medusa




Machado de Carlos

Mãos de bronze e cútis de puro ébano.
Em tuas asas de ouro senti a faísca!...
Ignóbil, viajei num mundo fantástico
e em êxtase beijei tua túnica.

Naveguei no Atlântico!... Eram efêmeras
as águas... Renasci nas cinzas de Fênix.
Entre pedras encontrei o Éden,
e, imóvel fiquei com o teu fascínio!

No micro frasco de rara fragrância
estava a Medusa: - Lindo ícone
a confundir o meu ego: Um mistério?!

Mas Zeus destruiu a minha fórmula...
Tremi tresloucado diante da efígie
que dourou a ilusão; um doce eflúvio!...

Carlos,
Ribeirão Preto,
18 de Janeiro de 2006.
17h50

Canto das flores

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