Entra e sente o perfume
das minhas flores...
Obrigada pela companhia e carinho.
Se puderes, envia-me as tuas pétalas e
moldarei novo canteiro neste jardim.
Podes publicar o que quiseres mas referencia este blog ou a sua autora - A_Medusa.
Há imagens que desconheço o autor. Se fores o seu autor avisa-me.
Faço parte do «Planeta Açores».
Ho deuses antigos, dos nossos antepassados
Vinde com vosso amor nos levantando desta miséria
Sejais deuses como Afrodite de elogios rasgados
Mesmo sendo amor e deusa do ser humano
Nascida da espuma do sexo atirado ao mar; era séria
Todos os olhos a contemplavam; era bendita
Sua pele macia como penas lustrosas do cisne
Seu corrupio era um regalo de doce prazer; mulher dita
Nos braços humanos do amor; deusa sublime.
Zeus, louco, só Afrodite podia ver e amar
Ela era o sublime de beleza entre o céu e a terra
Apolo, seus olhos cheios de amor a comia com o olhar
Coisa mais bela...mulher, magia... deusa era
Era satisfação do amor; espuma a te abraçar
Quem eras tu Afrodite?... eras palpável, ou cor da visão?
Eras historia escrita, ficas-te para contar
Eras a forca, o impulso que vives em todo coração
Eras de espuma, que ainda hoje o humano quer nadar
Eras deusa do amor e do sonhar
Por ti Afrodite estou mentindo
E voz amigos, embebidos a escutar
Por Armando Sousa
Toronto Canada
VOZ
A voz teve força
para caminhar
e nas veredas da escrita
deixou o eco no coração.
a alma chorou
o corpo sangrou
e a esperança ressurgiu
na beleza de palavras.
perdida em mim
em sombras
caminhante na vida
Estrela cadente.
uma rosa
um poema
alento ternurento
lágrimas de emoção
estendi a mão.
Almas num entrelaçar.
todos os versos
chamam pelo teu rosto...
Isa
O GRITO DA TERRA
Do fundo das águas,
Do abismo dos mares,
Em ânsia de vida
Ao mundo surgi.
Dei gritos guerreiros,
Suspiros, clamores,
À força do braço,
Prá fora m´ergui!
Pintei nova aurora
Em verde esperança
E como criança,
Mostrei o meu chão...
Com duras pedreiras
Com gramas macias,
Com longas madeiras
Fiz meu coração.
Fiz mansos regatos
E lagos profundo.
E de outros mundos,
Canais construi!
Com tenras palmeiras
Matizes de flores,
De frutos, sabores,
Meu dorso cobri!
Abri os meus braços
Chamei o tu nome
E como um homem,
Chorei de emoção
Ao ver-te nas águas
Abrindo caminho,
A espera d´um ninho,
De paz e canção.
Ouvi teus cantares
No Pico, Faial,
Graciosa, Terceira,
Bailando folia!
C´oa Flores, São Jorge,
A lânguida Corvo,
A chã São Miguel
E a Santa Maria...
E lá do Alentejo,
Do Algarves divino
Da bela Lisboa,
Vieste altaneiro...
Qual povo brioso,
Que teve orgulhoso,
O mar por parceiro.
Cobriste meu manto
De novos sabores,
De sons, de amores,
De um novo existir...
E assim no acalanto,
Cobri o teu pranto
Com vida, perfumes
De fausto porvir...
E tu esquecestes
Teus passos passados
E de novos brados
Pulsaram teus brios...
Que lindo deixastes
Meu corpo esguio...
Meus tufos de fumo,
Meus campos, meus rios...
Lotastes minha terra.
Crescestes fartura,
Com olhos ardendo
De sonhos... de amor...
Gracioso me destes
No canto agreste
Um hino fecundo
De risos... de dor!
Teu milho, teu trigo,
Tua verde hortaliça
Tua casa, paliças,
Não vieram de mim...
Então eu mais bela
Nas tuas festanças,
Bailava tuas danças
Em rufo e clarim...
Cercando carinhos,
Até nos meus picos,
Brilhantes ponteiros,
Subindo as alturas...
Com longos caminhos,
Tu me pintastes...
Com luzes e pompas,
Amores, alvuras...
Riscastes meu mapa
Ouvindo os cantores
Cantando o meu nome
Pedindo assim:
“Oh! Ventos marinhos,
Oh! Aves e peixes,
Esquecer, nunca deixes,
Pois parte és de mim!
E ao nauta esquecido
Das lutas inglórias,
Com novas canções
Minha vida ornai!
A todos os sensores,
Que ora passais...
Ouvidos atentos
Meu canto escutai:
“Escute da terra.
De Sonhos.. Lembranças
O HINO DE GUERRA
Aonde tu fores!
Senhores... Senhoras...
Crianças... Pastores...
EU SOU O INFINITO...
EU SOU OS AÇORES!
Fernandes, General Câmara, RS. Brasil
Dou um mote meu pela glosa tua.
Cada verso teu será obra nua,
Que se dá ao sol e nunca arrefeça.
O trote de ti nunca desfaleça.
Mote
Numa carta imaculada (a1)
Vão todos os beijos meus. (b1)
No quente da madrugada (a2)
Quero receber os teus. (b2)
Glosa (*)
(*) Sextilha cuja rima seja à sétima sílaba e com a seguinte disposição:
a
a
a1
b
b
Numa carta imaculada (a1)
c
c
b1
d
d
Vão todos os beijos meus (b1)
e
e
a2
f
f
No quente da madrugada (a2)
g
g
b2
h
h
Quero receber os teus. (b2)

Sobre estas duras, cavernosas fragas,
Que o marinho furor vai carcomendo,
Me estão negras paixões n'alma fervendo
Como fervem no pego as crespas vagas;
Razão feroz, o coração me indagas.
De meus erros a sombra esclarecendo,
E vás nele (ai de mim!) palpando, e vendo
De agudas ânsias venenosas chagas.
Cego a meus males, surdo a teu reclamo,
Mil objectos de horror co'a ideia eu corro,
Solto gemidos, lágrimas derramo.
Razão, de que me serve o teu socorro?
Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;
Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.
De Bocage
Há sempre alguém que se alegra
Quando outro alguém entristece;
Há sempre alguém que se alegra
Há sempre alguém que padece.
Hoje meu, amanhã teu!
Diz o povo com razão.
Hoje quem entristeceu
Alegre-se comigo então.
A_Medusa
********** Obrigada pela visita e comentário**********


Machado de Carlos
Mãos de bronze e cútis de puro ébano.
Em tuas asas de ouro senti a faísca!...
Ignóbil, viajei num mundo fantástico
e em êxtase beijei tua túnica.
Naveguei no Atlântico!... Eram efêmeras
as águas... Renasci nas cinzas de Fênix.
Entre pedras encontrei o Éden,
e, imóvel fiquei com o teu fascínio!
No micro frasco de rara fragrância
estava a Medusa: - Lindo ícone
a confundir o meu ego: Um mistério?!
Mas Zeus destruiu a minha fórmula...
Tremi tresloucado diante da efígie
que dourou a ilusão; um doce eflúvio!...
Carlos,
Ribeirão Preto,
18 de Janeiro de 2006.
17h50