Entra e sente o perfume
das minhas flores...
Obrigada pela companhia e carinho.

Se puderes, envia-me as tuas pétalas e
moldarei novo canteiro neste jardim.

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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Sonetos de Erigutemberg Meneses - «Botão de rosa»

BOTÃO DE ROSA


 

Entre as duas nádegas em ondas,

Franzido, a parecer claro ilhós,

Une as duas bandas, sem dar nós

Sobre as coxas fortes e redondas.

 

Descobre-se, apenas, para as rondas

De quem a deleitar-se nos lençóis,

Escuta-o pedir, à doce voz,

Que lhe invada as úmidas golcondas.

 

Sobre ele, puras lágrimas de leite

Gotejam, quando a fenda dos deleites

Se cala nos gemidos de vaidosa.

 

E quem, assim, o vence bem cioso,
E dar-se ao que melhor possui o gozo,
No que é ilhós, vê um botão de rosa.

 

Erigutemberg Meneses


floreado por A_Medusa às 20:44
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Sonetos de Erigutemberg Meneses - «Flor única»

FLOR ÚNICA



Negro jardim de ramas espaldadas,
Perdido entre graníticas montanhas,
Esconde nos abismos das entranhas
A flor entre seu leque de grinaldas.

A descrevê-la nem sequer mil laudas
Há de narrar as belas e estranhas
Formas de tantas cores cujas manhas
Fazem serenas, mesmo, as esmeraldas.

E o coletor à frente extasiado
No vegetal segredo é enfeitiçado,
Enquanto a rama nele se enovela.

E escava com as mãos a própria cova
A colher do jardim a espécie nova
Que prazer outra não dá, somente ela.

Erigutemberg Meneses

floreado por A_Medusa às 20:40
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Sonetos de Erigutemberg Meneses - «Beijo»

BEIJO


 

Não cobre o beijo apenas uma boca:

Desce o corpo inteiro e atrevido

Sobe o par de seios desvestido,

Saliva no umbigo e lá se empoça.

 

Passeia pelo colo e em troça

Nas ancas e nas pernas é subido,

Deixa o monte de pêlo umedecido,

Faz curva e entre as nádegas papoca.

 

Serpenteia, nas costas se acima,

Descendo a nuca, segue, se aproxima

Dos lábios escondidos pelo ventre.

 

Só lá na aspiral da língua presa

A boca perde toda a vivesa

E o beijo cala noutra boca entre.

 

Erigutemberg Meneses


floreado por A_Medusa às 20:35
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Me, te, nos...

Há-de haver quem (me)-(te)-(nos) sorria
Há-de haver quem (me)-(te)-(nos) adore
Nem sequer por ousadia
Haja alguém que (me), (te), (nos) devore.


floreado por A_Medusa às 13:00
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Dedicação



Já não sei viver sem ti
Quero andar por onde andas
Quero ser como tu és
E da cabeça aos pés

De amor tu me comandas
.

não sei
viver
sem
ti
.
.
.

floreado por A_Medusa às 12:37
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Inspirada no artigo "o oleiro e o modelo" na «Oficina das Ideias»

Sedução

Brotam rimas num tom real
E mais olhares se encantam
Nessa beleza musical
Outras rimas se levantam.

Doçura assim é vital
E as linhas até cantam
Num prazer especial
De mais versos se alimentam.

Unem-se mãos junto aos olhos
E na harmonia de folhos
Nasce a obra sensação:

És oleiro de palavras
Que em vez de talhar lavras
Obra maior: Sedução.

A_Medusa

Leia e encante-se com "o oleiro e o modelo"

floreado por A_Medusa às 17:29
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Sonetos de Erigutemberg Meneses - «Chuva»

CHUVA

Se o céu de veludo se rasgasse,
Ao tato de uma boca pluviosa,
Banhava-se na chuva uma rosa
E o botão que dentro dela nasce.

E se a chuva fina engrossasse,
Criando poça d'água copiosa,
A corola de carne perfumosa
De cheiro, ora, o mundo inundasse.

E se o botão que a rosa se assemelha,
A emergir da onda já vermelha,
Desabrochasse e desse uma flor,

Dentro da rosa, a flor que foi botão
Faria até nascer raiz no chão
Em que a minha língua se tornou.

Erigutemberg Meneses

 
Visite o blog http://www.raptosliricos.blogspot.com/ e conheça outros sonetos do autor.


floreado por A_Medusa às 12:43
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Sonetos de Erigutemberg Meneses - «Colar de Pérolas»

COLAR DE PÉROLAS


Rutilam sobre o colo vivas pérolas,
Sem de outras ter valor muito pujante,
E que podem sumir no breve instante
Em que as noites acordem manhãs cérulas.

E mesmo sem ter fios ou argolas
De ouro tecem raro e cintilante
Colar vindo do sulco gotejante
Aberto entre os seios em marolas.

Se entrelaçando em voltas fugidias,
Abandonando o colo, as pedrarias
Invadem a boca cheia de pedidos.

E entre os lábios em lascivas rondas
Misturam-se à saliva e em ondas
Desfazem-se na concha em gemidos.

Erigutemberg Meneses

Visitem a preciosidade dos sonetos deste poeta no blog http://www.raptosliricos.blogspot.com/

floreado por A_Medusa às 12:40
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Voo picado

Hoje apetece-me gritar por ti
Acarinhar-te junto ao peito
Dizer-te o que me vai na alma
E saberes o quanto preciso de ti
Mas estás ausente...
Fugiste no voo picado
da tarde
Teu olhar lindo me atrai
Teus lábios tão doces
Vagueiam em sonhos por mim
E não estás aqui...
Fugiste no voo picado
fora de horas
Hoje quero beijar-te
Intensamente, docemente,
No virar do tempo
Tu e eu
Num voo picado
De amor.


floreado por A_Medusa às 18:57
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Domingo, 8 de Julho de 2007

Na tua pele a minha pele...



Na tua pele
A minha pele
Desliza um verso de carinho
No luar macio
Do bem querer
Que risca o caminho
Logo ao nascer
Do nosso viver.

floreado por A_Medusa às 19:53
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Machado de Carlos

Mãos de bronze e cútis de puro ébano.
Em tuas asas de ouro senti a faísca!...
Ignóbil, viajei num mundo fantástico
e em êxtase beijei tua túnica.

Naveguei no Atlântico!... Eram efêmeras
as águas... Renasci nas cinzas de Fênix.
Entre pedras encontrei o Éden,
e, imóvel fiquei com o teu fascínio!

No micro frasco de rara fragrância
estava a Medusa: - Lindo ícone
a confundir o meu ego: Um mistério?!

Mas Zeus destruiu a minha fórmula...
Tremi tresloucado diante da efígie
que dourou a ilusão; um doce eflúvio!...

Carlos,
Ribeirão Preto,
18 de Janeiro de 2006.
17h50

Canto das flores


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