Entra e sente o perfume
das minhas flores...
Obrigada pela companhia e carinho.

Se puderes, envia-me as tuas pétalas e
moldarei novo canteiro neste jardim.

Podes publicar o que quiseres mas referencia este blog ou a sua autora - A_Medusa.

Há imagens que desconheço o autor. Se fores o seu autor avisa-me.

Domingo, 27 de Agosto de 2006

Selo da felicidade

Selo da felicidade

Amei esse seu soneto, linda forma,
que em mim palavras não conseguem aflorir
mando-lhe este meu canto leve e a sorrir
mesmo que ao chegar lhe dê tal reforma.

Mas não... Sinto que não lhe dará norma.
Um bem-querer só espero conseguir
nestas linhas que voam para aplaudir
a si e tudo aquilo que lhe conforma.

Que no meu Jardim nasça amizade
Rubra, escarlate, da mais bela flor
que exala fino odor... O mais sedutor!

E nestes versos que minha alma dita
com ternura... moldados de alva fita
com selo da minha felicidade!


(dedicado a Machado de Carlos)

A_Medusa


floreado por A_Medusa às 17:25
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Ecos da Paixão


(clique para visualizar imagem2)

(Dedicado a Machado de Carlos)

Sou a luz que te inspira
a sorrir perante minha flor
a erguer teu fogo sedutor
onde o beijo ecoa e... delira

Completa este verso e vira
na volta com mais calor
prisioneira estou do amor
sou a deusa que te admira

Do teu canto não vou abalar
sei que não me vás calar
quero ser eterna oração

E no teu peito vou escrever
as nuances que dão prazer
direitinhas ao teu coração

A_Medusa


floreado por A_Medusa às 17:17
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A Árvore

(imagem daqui)

Sou
árvore plantada
no jardim da saudade

Hoje
as folhas caíram
feridas

Dentro de mim
o brilho da madrugada
é névoa apagada

O orvalho gritará
pelo carinho
perdido

Neste sonho apagado
fico esquecida de mim

Se alguém me encontrar
beije-me a fronte molhada
onde guardo
alegrias
dores
e
amor

A_Medusa


floreado por A_Medusa às 17:14
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«História do beijo» de Louise Labé

História do Beijo

Beija mais, beija-me e torna a beijar
Dá-me um daqueles teus com mais sabor
Dá-me um daqueles teus com mais amor
Quentes qual tição quatro te vou dar

Cansado estás? Desse mal te refaço
Dez outros te darei, com que doçura!
Misturando nossos beijos de ternura
Gozemos um do outro neste abraço

Vida a dobrar cada um de nós terá
Em si cada qual e seu amigo viverá
Permite Amor perder-me em esta cisma

Sinto-me mal, vivo para dentro
E não sei como tirar contentamento
Se fora não sair de mim mesma.

Louise Labé, Sonetos (Soneto XVIII)


floreado por A_Medusa às 17:10
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Medusa

Medusa, ser terrível, embora monstro, é considerada pelos gregos uma das divindades primordiais, pertencente a geração pré - olímpica. Só depois é tida como vítima da vingança de uma deusa. Uma das três górgonas, é a única que é mortal. (...) Seu olhar transformava em pedra aqueles que a fitavam (...). Medusa representava as perversões (...).
Medusa também é símbolo da mulher rejeitada, e por sua rejeição incapaz de amar e ser amada, odeia os homens nas figura do deus que a viola e abandona e as mulheres, pelo fato de ter deixado de ser mulher bela para ser monstro por culpa de um homem e de uma deusa. Medusa é a própria infelicidade (...).
Como Midas ela não pode facilitar a proximidade, um transformava tudo em ouro com apenas um toque, ela é mais solitária mais trágica, não pode sequer olhar, pois tudo o que olha vira pedra, Medusa tira a vida, o movimento com um simples olhar, também não pode ser vista de frente, não se pode ter ideia de como ela é sem ficar paralisado, morrer (...).
Diz o mito que outrora Medusa fora uma belíssima donzela, orgulhosa de sua beleza, principalmente dos seus cabelos, que resolveu disputar o amor de Zeus com Minerva. Esta enraivecida transformou-a em monstro, com cabelos de serpente. Outra versão diz que Zeus a teria seqüestrado e violado no interior do templo de Minerva e esta mesmo sabendo que Zeus a abandonara, não perdoou tal ofensa, e o fim é o mesmo. Medusa é morta por Perseu, que também foi rejeitado e com sua mãe Danae trancado em uma arca e atirado ao mar, de onde foi resgatado por um pescador que os levou ao rei Polidectes que o criou com sabedoria e bondade. Quando Perseu ficou homem, Polidectes enviou-o para a trágica missão de destruir Medusa. Para isto receberia o auxílio dos deuses. Usando sandálias aladas pode pairar sobre as górgonas que dormiam. Usando um escudo mágico de metal polido, refletiu a imagem de Medusa como num espelho e decapitou-a com a espada de Hermes. Do pescoço ensangüentado de Medusa saíram dois seres que foram gerados do conúbio com Poseidon. O gigante Crisaor e o cavalo Pégaso. O sangue que escorreu de Medusa foi recolhido por Perseu. Da veia esquerda saia um poderoso veneno, da veia direita um remédio capaz de ressuscitar os mortos. Ironicamente, trazia dentro de si o remédio da vida, mas sempre usou o veneno da morte. (...)
"Três irmãs, três monstros, a cabeça aureolada de serpentes venenosas, presas de javalis, mãos de bronze asas de ouro: Medusa, Ésteno e Euríale. São símbolos do inimigo e se tem que combater. As deformações monstruosas da psiqué, consoante Chevalier e Gheebrant ( Dictionnaire des Symboles, Paris Robert Laffont, Júpiter, 1982) se devem as forças pervertidas das três pulsões: sociabilidade, sexualidade, espiritualidade" .(Brandão, ed. Vozes 1987). (...)
Os tristes filhos de Medusa não podem vê-la, também não podem ser vistos por ela. Esta mãe de mãos de bronze não pode acariciar, seu olhar paralisa, seus dentes de javali impedem que beije, mas quando poderia ser atingida pelo filho ela se torna divina, tem asas de ouro, é um alvo móvel. Medusa incorpora para estas personalidades de estrutura depressiva o mito da mãe divina, vista pelo seu filho como a santa mãe, não gera filhos felizes, apenas trágicos. Não pode ser mulher, é santa. (...)
Mas, apesar das dificuldades e das fantasias autopunitivas, Medusa pode ser vista. Através do espelho do terapeuta e deste como espelho, a figura de medusa pode ser vista. Se a relação terapêutica se dá de forma transferencial, amorosa, confiante, o espelho refletirá imagem de Medusa, como ela é. Incapaz de amar, cruel e terrível, górgona, apavorante. Como resultado o filho descobrirá que o monstro é ela, não ele. Da morte dela resulta sua vida, e como Pégaso ele ganha os céus, liberto, simbolizando a vitória da inteligência e sua união com a espiritualidade, a sensibilidade que sempre existiu naquele que se julgava o monstro. Como Pégaso, se não se aferrar ao seu aspecto de humano comum, em revoltas descabidas e em vinganças inúteis poderá compreender a tragédia de Medusa e perdoá-la. Não se transformará no monstro Centauro, identificado com o instintos animalescos e a sexualidade desregrada. Se incorporar Centauro errará pela vida sem pertencer a ninguém. Homem de muitas mulheres, mas sem nenhuma. Será monstro preso a sua mãe monstruosa. Incapaz de amar como ela. Se assumir sua condição de Pégaso, será fonte, de todas as belezas, da mais pura elevação, da criatividade, da fidelidade. Não é por acaso que Pégaso simboliza a Poesia. (...)
Perseu filho de Danae, mãe amorosa, que segue seu filho no destino que lhes foi dado pelo pai terrível que ouviu de um mago que seria assassinado pelo neto. Trancados em uma arca atirados ao mar são salvos por Poseidon que os encaminha a uma praia tranqüila onde são recolhidos por um pescador e levados ao rei Polidectis, que o educa amorosamente como filho. Perseu é filho de mãe amorosa, que tudo perde para seguir seu filho. Que abandonada por um homem, o próprio pai, atirada à morte por ele não transforma isto em ódio a masculinidade. Perseu também. Seu abandono pelo avô e pelo pai que não o salva, é no entanto criado por um pai amoroso. Perseu e Danae o oposto de Medusa. Não permitiram que sua desgraça se transformasse em ressentimento para com a humanidade. Foram alcançados e salvos pelo amor humano. Ao contrário de Medusa, da qual ninguém pode se aproximar. Somente Perseu poderia destruir Medusa, ele pode ser visto exatamente como seu contrario no espelho, ela mulher, ele homem, ela ressentida, ele perdoando, ela sem possibilidade de resgate, ele salvo pelo amor da mãe que o acompanha, pelo cuidado de um deus e pelo amor de uma pai-rei. Tudo o que faltou a Medusa que precisa ser vista, no espelho, para poder ser destruída e libertar Pégaso. Medusa tem que ser compreendida alem do seu aspecto monstro, como mulher-criança, frívola, presa a beleza passageira, desafiando a grande deusa, a inteligência a quem desafia e a quem odeia. Para depois de morta servir a ela, Minerva, mesmo que seja como esfinge no seu escudo. Guiado pela inteligência e sabedoria de Minerva, que corrige o seu erro de ter criado um monstro, o olhar de Medusa agora é útil, tem aplicabilidade, destrói o inimigo. Já não mata os que ama.
Se a transferência não se realiza, se a relação terapêutica não se faz, e disse alguém que a terapia é uma função de amor, os filhos de Medusa verão no terapeuta a imagem dela e fugirão. Tudo estará perdido, o amor não poderá realizar seu resgate, e Medusa permanecerá eternamente viva destruindo e paralisando até que se destrua ou destrua seus filhos.


Extracto de
"Medusa - Mito e Estados Depressivos" da autoria da Psicóloga Clínica Marise de Souza Morais e Silva Santos

Encantei-me com este texto, principalmente quando refere que: "Medusa fora uma belíssima donzela, orgulhosa de sua beleza, principalmente dos seus cabelos".

Pétalas:

floreado por A_Medusa às 17:07
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Sob o signo do dragão

Lavo-me
no perfume da sedução
que exala do teu peito
ao toque da minha mão

Deixa-me secar-te
Com a palavra:
Amo-te!

Nem que seja
Só por uma vez
Fingindo que és meu!

A paixão nasce-me
E percorre toda a enseada
Até subir o meu deserto
E pousar no silêncio branco
Inflamado de desejo.

Debrucei-me no cantar das ondas
E vi a estrela à solta em quebra-mar
Encantada pelo
Dragão
Que se prende no meu coração
Agora mais célere...

É que o mar olhou para mim
E gemeu um grito abafado:
Quero amar-te! Quero amar-te!

E ninguém,
Ninguém me viu... assim...
Somente o “Amor Eterno”
Esse Invisível amor...

floreado por A_Medusa às 17:00
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Beijos

(imagem da net)

Qual será a cor que veste novo beijo,
será repleto de muito desejo?!
Nos lábios há uma sede qu'implora
o beijo que se dá na melhor hora.

Os beijos se faltam, sem cor me vejo,
saudosa é assim que eu me queixo
e percebo que minh'alma cai e chora
por aqueles que de mim foram embora.

Sinto que mil beijos podem vir a voar
e no peito sinto-os leves repousar...
Como é bom ter esta recordação!

Recordar o meu primeiro dá saudade
dos outros talvez ter doce vaidade
e o último gelará meu coração.

(dedicado a: "O Sonhador")


floreado por A_Medusa às 16:57
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Ternura



Provoca-me com,
"do japão rosas"
que bom!...
camélias formosas
em flor,
símbolo de doçura
deixando-se afagar,
irradiando ternura
na cor
na chama
aproximando o olhar
de quem ama.


floreado por A_Medusa às 16:54
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Voando...

Sentes-me
fêmea
loba
mulher
ave em
liberdade

Vês-me
esvoaçar
no infinito



(imagem da net)

envolvida
no teu cheiro
(esse cheiro que
rega as labaredas
do meu corpo)

Sussurras-me ais
que vulcanizam
os sentidos

Entrego-me
e meus olhos
encerram-se
pelas enseadas
da paixão doce
solta e leve
de tão
louca
...
..
.

p
o
r
.
.
ti!

A_Medusa


floreado por A_Medusa às 16:49
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Prazer




A cada linha tua
a cada gesto teu
sinto crescer em mim
a vontade
de te ter

A cada olhar
a cada sorriso
sinto amanhecer
a rubra luz
apelando ao amor

e no meu corpo
sinto o teu vibrar
sinto a tua garra
sinto o teu poder
em
chamas
de

p
r
a
z
e
r

A_Medusa


floreado por A_Medusa às 16:42
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********** Obrigada pela visita e comentário**********

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