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Quarta-feira, 31 de Maio de 2006

Os sorrisos também doem

Hoje vi sorrisos
fiz sorrisos
mas doeram-me.

Há dias que eles são obscuros
e quebram-se ao anoitecer da vida.

Quero voltar a sorrir
convicta de que
estou a dar o meu melhor
sem penitências

Sorrir é como vestir-se de sol
antes que ele se quebre
no adeus nocturno.

A_Medusa


floreado por A_Medusa às 23:22
em flor | a tua pétala aqui | favorito
1 comentário:
De Fernando Ramos a 1 de Junho de 2006 às 16:31
Flores que encantam o olhar
São decerto as rosas, Meduza
Nelas mariposas vão poisar
Deixando poesia que não se recusa

Pediste um poema meu
Aqui deixo o da criança
Hoje é um dia seu
Trazido p'la rosa da esperança

SORRISO DANADO

Neste dia lindo e muito feliz,
algumas crianças de pouca idade
Mariana, Joãozinho, Carolina e o Luís
visitam o Zoológico de sua cidade

Que bonito que é, e como felizes eles estão
suas mamãs tratam-lhes do seu bom farnel
Que entregam às educadoras dessa ocasião
p’ra no jardim almoçarem seu bifinho, ou pastel

Estão alegres e impacientes, estes pequeninos
sente-se as crianças mais felizes do mundo
Como justa é a vida para alguns meninos
de ricos privilégios, e bem estar profundo

Elas sorriem, brincam e trocam beijinhos
suas educadoras são de mil cuidados
Como é bonito vê-los, junto dos golfinhos
e de outros bichinhos muito bem tratados

Noutro ponto da cidade vive o Amadeu,
criança sem nada, e também de pouca idade,
Mora num bairro sujo e escuro como breu
onde gritos se ouvem de vidas sem saudade

Seus pais, pobres e de trabalho incerto
vivem mal dos míseros tostões que ganham
Cortam, e cozem solas para um patrão experto,
fazendo lindos sapatinhos que à moda não falham

Este menino nascido do ventre da desgraça,
também os maneja, ajudando seus pobres pais
Que de manhã bem cedinho o despertam sem graça,
oferecendo-lhe trabalho, e poucas coisas mais

Raramente Amadeu vai na sua escola,
tem pena, e quando vai, vai muito feliz
Leva sempre um pãozinho na sua sacola
para quando a fome aperta seu estômago petiz

Amadeu, ajuda desde que deixou de gatinhar,
já é indispensável seu trabalho delicado
São mais uns dinheirinhos p'ra seus pais ganhar,
e ele feliz, lhes oferece seu sorriso danado

Sorriso tão lindo, como o das crianças contentes,
onde a vida é generosa, e de futuro menos chorado
Que tudo lhes dão, até briquedos de presentes
Custando mais que o leite, dos menos felizardos

de: Fernando Ramos
1.6.2006





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